segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E mais: não siga as regras.


Vou escrever por escrever e ver no que dá. Desde o começo das aulas eu sinto vontade de voltar aqui para registrar alguma coisa. Acho que a faculdade me inspira. A faculdade não, alguns professores.

O diferente sempre me atraiu muito. Histórias de relações super complicadas e nada convencionais, livros que no final dão certo, que é o errado; ou dão errado, mas é o certo. É muito engraçado ler essas coisas. Na maioria das vezes eu torço, um pouco apreensiva, por essa vida paralela. Um mundinho todo descolado do mundo real.

E por falar em mundinho, como seria bom sair de vez da caixinha. Um pé no chão, talvez, mas um só e nada mais. Se eu conseguisse, teria que aprender um monte de coisas de novo. Ou melhor, aprender de novo as mesmas coisas de uma forma diferente. Seria difícil conciliar essa nova vida com a antiga. E aí?

É isso. Escrevi.

domingo, 5 de agosto de 2012

A última palavra


Hora da saída: crianças correm e professoras se arrumam. Minha mãe está atrás da grade que divide a rua da escolinha primária. Calma e sorridente, ela me espera.

Até ali, nada diferente. O destino é agora a quadra de ginástica olímpica. Lá, meninas mais velhas dão saltos na cama elástica, enquanto me exercito com as colegas da minha idade. O ambiente é de sonho, mas a mágica ainda está por vir.

No caminho de casa, reparo que há algo novo, além do ipê que enfeita o trajeto com flores amarelas: o sol estava alto.

"Será que fui liberada mais cedo?" pensei. O relógio me contrariava: marcava seis e meia da tarde com sol forte. Minha mãe, que sabe das coisas, esclareceu tudo. Foi quando descobri o horário de verão. Era a natureza, e não o relógio, que tinha a última palavra.